
A resistência antimicrobiana é o novo desafio silencioso da medicina veterinária.
Entre 2011 e 2022, a Europa reduziu 53% das vendas de antibióticos veterinários e Portugal, 57%, superando as metas da Estratégia “Do Prado ao Prato”.
O Regulamento (UE) 2019/6 e as novas diretrizes da DGAV e da EMA consolidam esta transição: menos profilaxia, mais diagnóstico, mais prevenção
Mas há uma boa notícia: a ciência já provou que é possível tratar com menos antibióticos… e com os mesmos resultados.
Vamos ver alguns exemplos?
1️⃣ Microbioma cutâneo: restaurar em vez de eliminar
Na dermatite atópica canina, a disbiose da pele rompe a barreira natural e abre caminho a infeções recorrentes.
Protocolos modernos substituem o antibiótico pela modulação do microbioma: prebióticos tópicos, metabolitos bioativos e beta-glucanos (ou seja, compostos naturais de cogumelos medicinais como Reishi e Shiitake) estimulam a flora benéfica e reforçam a imunidade local.
Abordagens integrativas, inspiradas na investigação micológica europeia, como as da HifasVet, mostram resultados animadores em dermatologia e oncologia: menor inflamação, menor prurido, melhor regeneração, sem antibioterapia.
Em resumo: equilibrar o microbioma é prevenir infeções e prolongar eficácia terapêutica.
2️⃣ Terapia multimodal: menos fármacos, mais fisiologia
A terapia multimodal em dermatologia é hoje regra geral.
Combina champôs hipoalergénicos, ceramidas reparadoras, imunoterapia e controlo rápido do prurido (com oclacitinib ou lokivetmab).
E os estudos confirmam: mais de 50% dos casos de DAC são controlados sem antibióticos sistémicos.
Ao atuar em várias frentes, barreira cutânea, inflamação e microbioma, o clínico corta o ciclo infeção–recidiva antes que ele se instale.
Para refletir: a prevenção deixou de ser um luxo, é a ferramenta terapêutica mais eficaz.
3️⃣ Fitoterapia e imunomodulação: a biologia como aliada
A fitoterapia funcional ganha espaço como abordagem sustentável e baseada em evidência.
Extratos naturais de orégão, canela, melaleuca e lavanda revelam ação antimicrobiana e anti-inflamatória documentada.
Associados a probióticos e compostos imunorreguladores (beta-glucanos, curcumina, Cordyceps), reforçam a imunidade e reduzem recidivas.
Empresas europeias de biotecnologia e micoterapia, têm vindo a explorar este campo em contexto clínico e preventivo. O foco é simples: fortalecer o hospedeiro para dispensar o antibiótico.
Acho que podemos concordar… o futuro da terapêutica é funcional, integrativo e centrado no organismo, não apenas no agente patogénico.
O papel da SOPRO
A redução do uso de antibióticos não é só uma obrigação regulatória... é uma evolução clínica e ética.
A SOPRO apoia esta mudança com produtos validados, formação contínua e soluções integradas que conciliam eficácia terapêutica, sustentabilidade e inovação biológica.
Da nutrição à dermatologia, trabalhamos lado a lado com os profissionais para garantir que cada tratamento é eficaz, responsável e seguro.
Boa semana. Boas Práticas.
🟢 SOPRO. Juntos, Somos Confiança.









